Votos de um Santo e Feliz Natal, cheio de alegrias, harmonia e tudo que a nossa Caixinha de Sonhos nos faz acreditar.
E o novo Ano que se avizinha, seja uma porta aberta para novos sonhos, renovações de fé e muita Paz para o nosso mundo.
E não se esqueçam "Melhor do que todos os presentes por baixo da árvore de natal é a presença de uma família feliz"!
Feliz Natal e próspero Ano Novo com tudo de bom, muito sucesso, muita paz, muitas felicidades e muita SAÙDE!!!
Raul Lima Correia
O meu Perfil
- por Raúl Lima - Professor 1.º CEB
- Colégio Integrado Monte Maior (Montemor, Loures)
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
É Natal…. Mas não é Verão!
ESTADO DA EDUCAÇÃO
O Natal está a chegar, e com ele surgem dúvidas sobre o verdadeiro sentido desta quadra. Nesta época tão especial e importante, sobretudo para as crianças, importa ressalvar a importância da fronteira ténue entre o “Sim” e o “Não”.
Presentes, presentes, presentes… e o Pai Natal, claro! Para as crianças, a quadra natalícia resume-se, praticamente, a estas duas coisas. Coisas importantes, sem dúvida, mas limitativas. Afinal, o Natal é muito mais do que isso e é fundamental que as crianças o percebam – só assim podem viver e recordar, ano após ano, o verdadeiro espírito desta quadra.
Nesta época tão especial para as crianças, pais, educadores e/ou professores devem saber impor regras e limites, para que seja incutido nas crianças o verdadeiro espírito natalício, aprendendo a viver com pouco “valor material” mas com muita “riqueza emocional”. O Natal deve ser um momento familiar, momento de encerrarmos o ano de vitórias com um espírito solidário e fraterno, envolvendo as nossas famílias com laços de amor.
O “valor material” que, muitas vezes, é enfatizado nesta altura e que em muitos casos substituiu o “valor emocional” da época foi enriquecido aquando do aparecimento de personagens ligadas a esta época (Pai Natal…) e aliadas ao pensamento das crianças. E, antigamente, os presentes eram pedidos ao Pai Natal?! Não… os nossos pedidos eram feitos ao Menino Jesus, com sentimento e de forma a contemplar as dificuldades dos nossos progenitores.
Estas formas de “conduzir” as crianças ao mundo da fantasia prende-se ao “valor material”, à publicidade que todos os dias nos entra pela casa e coloca o “valor emocional” em segundo plano.
Desta forma, como pais e professores, é importante desde sempre inculcar estratégias para a prossecução de rotinas e hábitos durante o período de Natal. Não só em casa, como também na escola, os professores têm como objectivo, embora que em muitos casos nesta época os alunos continuam a ser iludidos com o “valor material” da época, ensinar e realizar com os seus alunos uma reflexão acerca dos valores sentimentais da quadra Natalícia, através da Educação para a Cidadania, onde em muitos casos isto não acontece, pois “…o Natal não é um período e nem uma estação, é… um estado de espírito.” (Calvin Coolidge)
Esta fronteira ténue entre o “Sim” e o “Não” acarreta assim enorme importância nesta época, pois tanto os pais como professores devem interiorizar a mesma, de forma a criar as já faladas rotinas neste período, incutindo nas crianças que é uma altura de “riqueza emocional” e não um período de escolha das crianças, de liberdade das mesmas, tal como se fossem as férias grandes de Verão, onde a liberdade de opções e movimentos das crianças é uma realidade. Acima de tudo deve imperar a ideia de que “Melhor do que todos os presentes por baixo da árvore de natal é a presença de uma família feliz.”
Ao professor é imposto que “prove” que a ideia de educar não é ensinar, é errada, mas sim defender que tanto educar como ensinar devem “andar de mãos dadas”. “Ninguém leva a mal se um professor der um beijinho a uma criança e não ensinar, mas levam a mal se uma mãe ensina e não dá um beijinho à sua criança”, logo pais e professores devem estar sempre em sintonia com o intuito de educar e ensinar. Em muitos caos, muitos docentes ainda seguem a ideia de que educar não é ensinar, pois o professor limita-se a ensinar e a transmitir conhecimentos, e os pais devem educar. No entanto, prova do contrário é o aproximar desta data muito especial, onde devem imperar os valores sentimentais.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Algumas certezas e Muitas interrogações!
ESTADO DA EDUCAÇÃO (02/12/2010)
A conceptualização do problema da educação em Portugal é, pois, de extrema complexidade. O contexto educativo encontra-se carregado de paradoxos e vicissitudes que minam o próprio funcionamento das estruturas e dos actores que constroem a realidade escolar.
A juntar a estes paradoxos, as políticas educativas actuais entraram num estado, muito semelhante ao estado do nosso país em geral, que nos leva a pensar que, com tantas trocas e baldrocas qual o futuro da educação? São mais as interrogações do que as certezas. Em reunião do Ministério com Directores de Agrupamentos da zona centro do país, o Ministério anunciou que está a preparar (ainda mais), as seguintes medidas:
- Todos os cargos passam para a componente não-lectiva, incluindo cargo de Director de Turma ou Coordenador de Departamento. Ou seja, 22 horas efectivas para todos os professores.
- Acabam as reduções de horário por antiguidade, mesmo para os professores que já as têm. Não sei se será legal, a ver vamos.
- Fim de Área de Projecto e de Estudo Acompanhado (isto já era conhecido por todos nós).
- Todos os professores que a partir de Setembro mudavam de escalão ficam congelados de imediato.
- Acaba o cargo do Bibliotecário tal qual ele existe hoje em dia (passa a ser obrigado a ter turmas).
- Trabalho nocturno passa a ser considerado apenas depois das 22 horas.
Além destas medidas, é de adivinhar que para breve será anunciado o fim das AEC. Até porque, com os cortes orçamentais, há vários municípios que estão a devolver as responsabilidades ao Ministério. É fácil de imaginar as consequências que isto terá a nível de horários. Esta que era a “salvação” de muitos professores, que sempre iriam acumulando algum dinheirinho e mais importante seria o tempo de serviço (que apesar de mínimo, já entrava nas contas do tempo do docente) que iriam acumular. As Actividades de Enriquecimento Curricular menosprezam na prática os professores que as leccionam, quer por professores titulares de turma (que se esquecem ou se fazem de esquecidos que um professor que lecciona uma AEC é tão ou mais habilitado que o colega titular de turma), quer por Encarregados de Educação (por vezes incutem nos seus educandos que as AEC são apenas um “passar de tempo” e por isso podem desrespeitar as regras e normas de sala de aula e o próprio professor), assim como pelas entidades patronais. Sabem quanto ganham estes professores? Sete euros, às vezes seis euros à hora a recibos verdes (sei que existiu pelo menos uma câmara municipal a fazer uma espécie de leilão para ver quem aceitava o valor mais baixo!) e ainda têm de se deslocar de escola em escola sem qualquer apoio na doença e, claro, sem subsídio de férias e Natal.
Por esta e por outras razões, os problemas da educação não se resolvem com cortes orçamentais, nem com redução ou aumento de professores. Porquê anunciar, há poucos dias, o aumento da escolaridade obrigatória para 12 anos e referir que o ensino passa a ser gratuito, quando o país está como está?
Antes de mais, necessitamos de remediar as deficiências fundamentais das bases metódicas do ensino escolar. O País está em crise educativa generalizada, resultado das políticas governamentais dos últimos 20 anos, que empreenderam experiências pedagógicas malparadas na nossa Escola. Alarmismo? Nada disso. São informações de fonte sindical segura.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Ser Professor é SÓ saber ensinar?
ESTADO DA EDUCAÇÃO
Exercer a actividade de docente é talvez uma das maiores riquezas, é a responsabilidade inerente àquele que a exerce, na passagem dos vários tipos de saberes e fazeres.
Actualmente, é exigido ao professor muito mais que noutras épocas. É que as marcas do tempo, da informação, da cultura e do saber tecnológico não perdoam.
Vocação, competência e aptidão profissional e pedagógica são características que o docente deve possuir, bem como equilíbrio emocional, habilidade e consciência pessoal e relacional para possibilitar o desenvolvimento cognitivo dos seus alunos.
O professor, mesmo face à dificuldade que a palavra professor acarreta, hoje em dia, deve ser um transmissor, um modelo, de forma a praticar e actuar tendo por base estas preocupações (que deveriam ser hábitos). Desta forma é meio caminho para que a aprendizagem se concretize de um modo não meramente superficial, mas enraizado na pessoa humana dos alunos. Esta aprendizagem, não se refere apenas aos saberes ditos convencionais e académicos, mas à maior sabedoria que se pode ensinar: “saber conduzir o outro à meditação do saber”.
O actual estado da educação no nosso país chegou a um ponto onde a educação que deveria iniciar-se em casa, passou a ser mais um papel da escola. Esta educação deve ser feita numa articulação da escola com a família. No entanto, essa articulação não é realizada de forma correcta, sendo que as escolas actuais funcionam literalmente como uns “depósitos” de crianças onde muitas vezes essas crianças aparecem sem qualquer regra.
Daí assistirmos, cada vez mais, a situações de agressões entre alunos, agressões de alunos a professores, agressões de professores a alunos, agressões de alunos a auxiliares. O professor, que é um ser humano, que possui além da vida profissional, vida pessoal (importante aspecto que muitas pessoas não se lembram) faz muitas vezes o papel de educador, pai e/ou mãe, ama.
Exercer a actividade de docente é uma das experiências mais gratificantes e enriquecedoras. No entanto, neste país, é muito fácil exercer esta actividade, mas existe uma grande diferença entre o bom professor/educador e o professor de fachada. Pois possuir um “canudo” é fácil, no entanto não basta. Nos dias de hoje, há que estar preparado para tudo e todas as eventuais funções de gestão e organização que a sociedade exige. A flexibilidade e a polivalência, são competências tão solicitadas nos dias de hoje aos colaboradores de qualquer organização, que não se aprendem nas universidades, são o resultado do acumular das experiências vividas e experimentadas por cada sujeito e melhoradas no quotidiano da sua aprendizagem global e contínua ao longo da sua vida.
Com a prática de tais requisitos, o professor estará, em princípio, um pouco mais apto para “qualificar o educando para progredir no mundo do trabalho”, apesar de não lhe fornecer todas as ferramentas, pelo menos, prepara-o para enfrentar as múltiplas demandas e vicissitudes sociais.
De que serve dominar o conhecimento, possuir a capacidade de o transmitir se não se for capaz de fazer aprender? Sim, porque nós ao aprender e ao apreender, seja qual for o saber transmitido, o aluno estará em melhores condições para, de um modo independente e crítico, empregar e gerir a informação e o conhecimento obtidos.
A função de educador não deve ser vista só na perspectiva de fornecer ao outro, mas também, na de olhar para si mesmo e a si próprio educar. Não se está sempre a aprender? Então não se exija ao aluno aquilo que não se é capaz de efectuar na primeira pessoa.
Afinal, antes de se ser professor foi-se aluno e, como tal deve-se continuar a ser um eterno aprendiz, com o intuito de realizar uma actualização dos tempos actuais e das competências de uma sociedade em constante transformação.
Um professor é aquele que aprende, ensina, ensina e aprende ao longo da vida, pois não basta entrar num curso com uma nota do secundário extremamente baixa e que nunca teve o trabalho de se esforçar (como acontece no nosso país) e que depois de quatro anos é o “professor de fachada” a quem todos chamam de senhor doutor. Será que a educação deste país vai continuar com o “professor de fachada”?
Esta é a nossa realidade: eis um desabafo!!!
ESTADO DA EDUCAÇÃO
Mais um ano lectivo começou e da pior maneira! Já não bastavam os transtornos causados pelos Mega - Agrupamentos, que obrigam os docentes a uma permanente correria entre 2 e 3 estabelecimentos de ensino, para colmatar a poupança de horários, os alunos também regressaram pior do que nunca.
Numa escola básica de 2º e 3º ciclo, entre Aveiro e Coimbra, a docente de Língua Portuguesa, no âmbito das actividades de apresentação e de interacção, solicitou aos alunos do 7º ano que imaginassem, durante 5 minutos, como seriam as sua vidas daí a 20 anos... Todos, à excepção de dois, se imaginaram multimilionários e sem grande trabalho, pois ou casariam com alguém muito rico ou sair-lhes-ia a sorte grande. As duas "excepções" projectaram o seguinte: " Estarei preso por ser um drogado e traficante de droga, o que é muito fixe, pois na prisão não se faz nada e tenho tudo pago..."; " Acordarei sempre às 13h e depois passo o dia no computador; não terei profissão, pois aproveitarei todos os subsídios que me derem". Estes são os alunos que nós temos, actualmente, nas escolas portuguesas, os mesmos que não se coíbem de boicotar as aulas com maus comportamentos e que quando são advertidos, até porque não têm o direito de prejudicar os poucos que ainda querem aprender, respondem: " Quero que se lixem, quem está mal que se mude..."; quando são ameaçados com uma "queixa" aos encarregados de educação, respondem: "Quero lá saber! O meu pai vem cá e ainda lhe dá é um lenho a si!".
Numa escola básica de 2º e 3º ciclo, entre Aveiro e Coimbra, a docente de Língua Portuguesa, no âmbito das actividades de apresentação e de interacção, solicitou aos alunos do 7º ano que imaginassem, durante 5 minutos, como seriam as sua vidas daí a 20 anos... Todos, à excepção de dois, se imaginaram multimilionários e sem grande trabalho, pois ou casariam com alguém muito rico ou sair-lhes-ia a sorte grande. As duas "excepções" projectaram o seguinte: " Estarei preso por ser um drogado e traficante de droga, o que é muito fixe, pois na prisão não se faz nada e tenho tudo pago..."; " Acordarei sempre às 13h e depois passo o dia no computador; não terei profissão, pois aproveitarei todos os subsídios que me derem". Estes são os alunos que nós temos, actualmente, nas escolas portuguesas, os mesmos que não se coíbem de boicotar as aulas com maus comportamentos e que quando são advertidos, até porque não têm o direito de prejudicar os poucos que ainda querem aprender, respondem: " Quero que se lixem, quem está mal que se mude..."; quando são ameaçados com uma "queixa" aos encarregados de educação, respondem: "Quero lá saber! O meu pai vem cá e ainda lhe dá é um lenho a si!".
Está na hora do ministério DESPEDIR todos os professores que têm mais de 10 anos de serviço! Somos uns incompetentes, pois ninguém nos ensinou a domar feras, ninguém nos disse que tínhamos de ensinar regras BÁSICAS de boa educação a alunos e encarregados de educação, ninguém nos deu aulas de defesa pessoal, ninguém nos disse que tínhamos de aprovar os alunos, independentemente de mostrarem conhecimentos ou não, ninguém nos disse que íamos passar mais tempo em reuniões e actividades inúteis do que em aulas e na preparação das mesmas! Acima de tudo, ninguém nos disse que as nossas forças tinham de ser ilimitadas, que tínhamos de abdicar da nossa vida pessoal (caberá os outros educar e acompanhar os nossos filhos?) e que íamos ser espezinhados, sem direito a reclamação, pois até há tanta gente "de olho" no nosso emprego. Dêem os nossos lugares aos militares, à polícia (de intervenção), mas por favor, DESPEÇAM-NOS antes que enlouquecemos!
Há tempos, no programa "Plano Inclinado", um convidado justificava os ordenados milionários dos administradores da PT, TMN, EDP... com a necessidade de incentivar as boas práticas de trabalho...", o ser humano torna-se mais produtivo quando é incentivado, quando tem boas contrapartidas...". De repente percebi por que é que os professores têm péssimas condições de trabalho (os senhores deputados que visitem determinadas escolas que apresentam 2 graus no Inverno e 47 no Verão, tectos a cair, janelas com buracos, amianto... sim, senhores deputados, escolas do 1º, 2º e 3º ciclos no centro do país!!!) e o governo se esforça para nos dar "ANTI-INCENTIVOS", só assim nós deixamos de insistir em algo secundário, como ensinar, e exigir que os alunos trabalhem. Quanto mais nos entreterem com reuniões, actividades extra, burocracias (cada vez mais...), menos forças temos para nos concentrarmos naquilo que é o principal num país do 1º mundo: ensinar, pugnar por uma boa qualidade de ensino! E nem interessa que os alunos adquiram muitos conhecimentos, aliás, quantos menos, melhor, pois se houver muitas mentes a "pensar" o perigo de certos regimes políticos continuarem a enganar e a enriquecer à custa do povo, diminui... portanto, ACABEM com as aulas! Transformem os estabelecimentos de ensino em circos, feiras de diversão...ou melhor, comecemos a dar os verdadeiros nomes às instituições!!!
Por mim, vou "entrar na onda", desisto de só premiar quem sabe e de me desgastar exageradamente a mantê-los disciplinados na sala de aula (imaginem o "disparate" que fizeram alguns países, ao retirarem os subsídios aos encarregados de educação dos alunos mal - comportados...)! Afinal, o ministério da educação não me pagará os tratamentos psiquiátricos de que estou quase a necessitar, a menos que sobre algum subsídio...!
Concurso de Docentes 2010-2011: tensão ou tranquilidade?
ESTADO DA EDUCAÇÃO
Neste mais recente ano lectivo, são muitos os acontecimentos que têm ocorrido no Concurso de docentes que deverão ser denunciados e de conhecimento do público em geral, até porque, como professores, somos constantemente acusados de incompetência, passividade e até de termos uma vida calma sem grandes responsabilidades.
Prova contrária ao descrito, passo a descrever pormenorizadamente algumas das situações consideradas pela nossa classe as mais gravosas:
i. No concurso do ano lectivo 2010/2011 houve uma novidade: as RECONDUÇÕES! (Entende-se por recondução a possibilidade de renovação de contrato a todos os contratados que foram colocados no ano lectivo 2009/2010 até 31 de Dezembro, com horário completo-22 horas). Estas reconduções foram feitas somente com base no critério referido, sendo que não têm em linha de conta o n.º de ordem do candidato, bem como a prioridade em que se encontram, podendo ser esta de 1.ª ou de 2.ª ordem!
E ONDE E COMO PODEMOS DENUNCIAR ESTAS INJUSTIÇAS? NÃO PODEMOS PORQUE O SISTEMA E A LEI PERMITEM…
ii. No concurso do ano lectivo 2009/2010 surgiu também uma novidade: a Bolsa de Recrutamento (BR – bolsa em que se encontram todos os professores não colocados a 30 de Agosto.), encontrando-se em vigor no presente concurso. É importante saber que em paralelo com a BR existe um outro sistema: as Ofertas de Escola (OE – sistema de colocação de professores pela própria escola, segundo critérios por ela definidos e seleccionados). Porquê ser uma situação que consideramos gravosa? Pela incompatibilidade de critérios existente em cada uma. A partir do dia 1 de Setembro começaram a sair as OE, sendo estas variadas com horários temporários e anuais e para todos os grupos de recrutamento. O que está a decorrer este ano lectivo é muito grave, pois uma vez mais somos “excluídos” à partida, ao invés de colegas que se encontram abaixo de nós nas listas de ordenação. E porque é que mais uma vez isto acontece? Devido ao facto de serem as próprias escolas a seleccionarem os candidatos, com base nos critérios também por elas definidos, podendo ser estes do mais absurdo que há.
Vejamos alguns dos critérios que no decorrer deste ano lectivo as escolas mais têm requerido:
a) Experiência em escolas TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária)
Realmente este critério é muito engraçado, pois não existe qualquer formação a este nível. Todos os professores colocados nestas escolas não têm qualquer formação específica/complementar para serem considerados mais aptos para trabalharem nesse terreno. É curioso e importante saber que estas escolas não vão a concurso “normal”, e todos os horários disponibilizados pelas escolas apenas decorrem em OE. Um exemplo real:
Temos conhecimento de colegas com 2.ª prioridade que entraram no ano lectivo anterior, por OE, sem qualquer experiência numa escola TEIP com horário completo durante o mês de Setembro. Este ano, esses colegas foram reconduzidos e nós, professoras com 1.ª prioridade, continuamos na rua, desempregadas! Para tentar dar a volta à questão, continuamos a estar diariamente atentas às ofertas de escola que vão surgindo; porém aquando a candidatura à OE deparamo-nos com critérios de selecção a exigir a tal experiência em escolas TEIP, assim como conhecimentos em projectos TEIP da escola, etc., o que automaticamente nos exclui! Raramente nos é requerida a nossa graduação profissional (segundo a qual somos ordenados nas listas de concurso).
Vejamos alguns dos critérios que no decorrer deste ano lectivo as escolas mais têm requerido:
a) Experiência em escolas TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária)
Realmente este critério é muito engraçado, pois não existe qualquer formação a este nível. Todos os professores colocados nestas escolas não têm qualquer formação específica/complementar para serem considerados mais aptos para trabalharem nesse terreno. É curioso e importante saber que estas escolas não vão a concurso “normal”, e todos os horários disponibilizados pelas escolas apenas decorrem em OE. Um exemplo real:
Temos conhecimento de colegas com 2.ª prioridade que entraram no ano lectivo anterior, por OE, sem qualquer experiência numa escola TEIP com horário completo durante o mês de Setembro. Este ano, esses colegas foram reconduzidos e nós, professoras com 1.ª prioridade, continuamos na rua, desempregadas! Para tentar dar a volta à questão, continuamos a estar diariamente atentas às ofertas de escola que vão surgindo; porém aquando a candidatura à OE deparamo-nos com critérios de selecção a exigir a tal experiência em escolas TEIP, assim como conhecimentos em projectos TEIP da escola, etc., o que automaticamente nos exclui! Raramente nos é requerida a nossa graduação profissional (segundo a qual somos ordenados nas listas de concurso).
b) Continuidade Pedagógica
Aqui está mais um fantástico critério com o qual nos deparamos nas ofertas de escola: a continuidade pedagógica! Não é que sejamos contra este critério, uma vez que até pode ser benéfico para os alunos, no entanto, as injustiças continuam a acontecer! Já durante o mês de Setembro, numa OE a que nos candidatámos, este era um dos critérios de selecção requeridos pela escola. Após a selecção do candidato, do qual temos conhecimento na própria aplicação da DGRHE, verificámos que o candidato seleccionado foi um colega cujo número de ordem é cerca de 400 lugares abaixo do nosso. Sendo esta escola num QZP que por acaso foi a nossa segunda preferência no concurso, será justo? Perante a nossa indignação com o sucedido tentámos contactar com a escola, nunca tendo obtido resposta; gostaríamos de ter esclarecido alguns pormenores da selecção do candidato, como por exemplo o tempo que leccionou na escola.
E ONDE E COMO PODEMOS DENUNCIAR ESTAS INJUSTIÇAS? NÃO PODEMOS PORQUE O SISTEMA E A LEI PERMITEM…
iii. Porquê Bolsa de Recrutamento (BR) e Oferta de Escola (OE) em simultâneo?
Aqui está uma questão que não conseguimos compreender. Perante a opinião da classe docente, que se depara com estas injustiças, as OE surgiram apenas para comprometer a falta de transparência na colocação de professores nas escolas, evidenciar as preferências e até mesmo as amizades. É difícil perceber que se houvesse apenas a BR não haveriam quaisquer injustiças, uma vez que todos os professores seriam colocados de acordo com o seu número de ordem, graduação e prioridade? Caso assim fosse todos os critérios pelos quais se devem reger as colocações seriam cumpridos e isentos de qualquer tipo de favoritismo.
E ONDE E COMO PODEMOS DENUNCIAR ESTAS INJUSTIÇAS? NÃO PODEMOS PORQUE O SISTEMA E A LEI PERMITEM…
Aqui está uma questão que não conseguimos compreender. Perante a opinião da classe docente, que se depara com estas injustiças, as OE surgiram apenas para comprometer a falta de transparência na colocação de professores nas escolas, evidenciar as preferências e até mesmo as amizades. É difícil perceber que se houvesse apenas a BR não haveriam quaisquer injustiças, uma vez que todos os professores seriam colocados de acordo com o seu número de ordem, graduação e prioridade? Caso assim fosse todos os critérios pelos quais se devem reger as colocações seriam cumpridos e isentos de qualquer tipo de favoritismo.
E ONDE E COMO PODEMOS DENUNCIAR ESTAS INJUSTIÇAS? NÃO PODEMOS PORQUE O SISTEMA E A LEI PERMITEM…
iv. DGRHE ou “DEGREDO”?!!
DGRHE – Direcção Geral dos Recursos Humanos da Educação
Esta é a entidade responsável pela actualização de todos os dados que dizem respeito à profissão e respectiva carreira docente. Desde o início de Setembro até à data é lamentável a forma como esta entidade tem dirigido as informações à classe docente, quer seja pelo facto de disponibilizar informações que à última da hora, são alteradas, quer por não disponibilizar quaisquer informações sequer. Já não bastava passarmos inúmeras horas à frente do computador a pesquisar possíveis ofertas de escola que possam surgir para o nosso grupo de recrutamento, como agora temos ainda de estar constantemente a ver a página da DGRHE na esperança que esta entidade se digne a disponibilizar alguma informação no que se refere às datas de publicação das listas das bolsas de recrutamento que faltam ainda sair.
E ONDE E COMO PODEMOS DENUNCIAR ESTAS INJUSTIÇAS? NÃO PODEMOS PORQUE O SISTEMA E A LEI PERMITEM…
E ONDE E COMO PODEMOS DENUNCIAR ESTAS INJUSTIÇAS? NÃO PODEMOS PORQUE O SISTEMA E A LEI PERMITEM…
v. E os SINDICATOS onde estão?
Recordamos que há uns anos atrás os sindicatos demonstraram ter muita força de vontade no nosso país, tendo conseguido mobilizar milhares de professores nas ruas de Lisboa, pois não concordavam com algumas medidas referentes à carreira docente. Será que nós contratados não estamos incluídos nesse grupo? Não teremos direito a que eles lutem por nós também? Depois de vermos tanta injustiça não conseguimos perceber porque ninguém está do nosso lado e não tomam uma atitude…
E ONDE E COMO PODEMOS DENUNCIAR ESTAS INJUSTIÇAS? NÃO PODEMOS PORQUE O SISTEMA E A LEI PERMITEM… E OS SINDICATOS NÃO AJUDAM!
Ser Professor: Profissão de Futuro ou sem Futuro?
ESTADO DA EDUCAÇÃO
No entanto, uma excepção à regra é o curso de Professor, seja de 1º Ciclo, 2º Ciclo, 3º Ciclo, Português, Matemática, Inglês ou Espanhol… No nosso país, o curso de Professor tem cada vez mais adeptos, apesar das condições reais do actual trabalho de docente: instabilidade, incerteza no futuro, vida de “nómada”, mal-remunerados, sobrecarga de trabalho… Apesar disso, todos os anos, acabada a licenciatura, os recém-professores têm esperança no futuro e esperança numa colocação que os agrade. Mas a realidade não é essa.
Alguns nem se importam onde vão parar, para onde irão mudar a sua vida pelo menos durante 1 ano. O que realmente desejam é a oportunidade de exercer a profissão onde tanto investiram, seja mental ou financeiramente.
Este ano, quase 30 mil professores contratados foram para o desemprego, não conseguindo colocação em nenhuma escola pública. O nível de precariedade laboral mantém-se inalterável. Que futuro para estes professores?
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