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Colégio Integrado Monte Maior (Montemor, Loures)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

É Natal…. Mas não é Verão!

ESTADO DA EDUCAÇÃO
O Natal está a chegar, e com ele surgem dúvidas sobre o verdadeiro sentido desta quadra. Nesta época tão especial e importante, sobretudo para as crianças, importa ressalvar a importância da fronteira ténue entre o “Sim” e o “Não”.
Presentes, presentes, presentes… e o Pai Natal, claro! Para as crianças, a quadra natalícia resume-se, praticamente, a estas duas coisas. Coisas importantes, sem dúvida, mas limitativas. Afinal, o Natal é muito mais do que isso e é fundamental que as crianças o percebam – só assim podem viver e recordar, ano após ano, o verdadeiro espírito desta quadra.
Nesta época tão especial para as crianças, pais, educadores e/ou professores devem saber impor regras e limites, para que seja incutido nas crianças o verdadeiro espírito natalício, aprendendo a viver com pouco “valor material” mas com muita “riqueza emocional”. O Natal deve ser um momento familiar, momento de encerrarmos o ano de vitórias com um espírito solidário e fraterno, envolvendo as nossas famílias com laços de amor.
O “valor material” que, muitas vezes, é enfatizado nesta altura e que em muitos casos substituiu o “valor emocional” da época foi enriquecido aquando do aparecimento de personagens ligadas a esta época (Pai Natal…) e aliadas ao pensamento das crianças. E, antigamente, os presentes eram pedidos ao Pai Natal?! Não… os nossos pedidos eram feitos ao Menino Jesus, com sentimento e de forma a contemplar as dificuldades dos nossos progenitores.
Estas formas de “conduzir” as crianças ao mundo da fantasia prende-se ao “valor material”, à publicidade que todos os dias nos entra pela casa e coloca o “valor emocional” em segundo plano.
Desta forma, como pais e professores, é importante desde sempre inculcar estratégias para a prossecução de rotinas e hábitos durante o período de Natal. Não só em casa, como também na escola, os professores têm como objectivo, embora que em muitos casos nesta época os alunos continuam a ser iludidos com o “valor material” da época, ensinar e realizar com os seus alunos uma reflexão acerca dos valores sentimentais da quadra Natalícia, através da Educação para a Cidadania, onde em muitos casos isto não acontece, pois “…o Natal não é um período e nem uma estação, é… um estado de espírito.” (Calvin Coolidge)
Esta fronteira ténue entre o “Sim” e o “Não” acarreta assim enorme importância nesta época, pois tanto os pais como professores devem interiorizar a mesma, de forma a criar as já faladas rotinas neste período, incutindo nas crianças que é uma altura de “riqueza emocional” e não um período de escolha das crianças, de liberdade das mesmas, tal como se fossem as férias grandes de Verão, onde a liberdade de opções e movimentos das crianças é uma realidade. Acima de tudo deve imperar a ideia de que “Melhor do que todos os presentes por baixo da árvore de natal é a presença de uma família feliz.”
Ao professor é imposto que “prove” que a ideia de educar não é ensinar, é errada, mas sim defender que tanto educar como ensinar devem “andar de mãos dadas”. “Ninguém leva a mal se um professor der um beijinho a uma criança e não ensinar, mas levam a mal se uma mãe ensina e não dá um beijinho à sua criança”, logo pais e professores devem estar sempre em sintonia com o intuito de educar e ensinar. Em muitos caos, muitos docentes ainda seguem a ideia de que educar não é ensinar, pois o professor limita-se a ensinar e a transmitir conhecimentos, e os pais devem educar. No entanto, prova do contrário é o aproximar desta data muito especial, onde devem imperar os valores sentimentais.

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